Após seis meses de indecisão, a Federação Paraense de Futebol (FPF) finalmente tem um presidente eleito. Nesta quarta-feira, dia 29, foi decidido que Ricardo Gluck Paul será o novo mandatário da entidade. Além do presidente, as eleições definiram dois vices e membros do Conselho Fiscal, para o mandato de quadriênio 2022-2026.

Clubes, afiliados e ligas esportivas de todo o estado participaram da Assembleia Geral Ordinária, realizada na sede do Pará Clube.

 

Linha do Tempo

A eleição deveria ter ocorrido no dia 28 de dezembro de 2021, mas foi suspensa por uma ação judicial. O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) aceitou uma ação movida pela Liga Atlética de Castanhal e pela chapa “Futebol de Primeira”, do candidato Paulo Romano, que havia sido impugnada na época.

Adelcio Torres seguiu no comando da entidade, apoiado por um artigo do estatuto da FPF. Porém, sem poder assinar documentos, abriu mão do cargo, que foi passado para a presidente da Tuna Luso, Graciete Maués, por ser o clube filiado mais antigo.

Graciete assumiu a presidência de forma interina. Ela ficou incumbida de convocar novas eleições. Alguns meses se passaram, o pleito foi marcado para o dia 20 de abril, mas as eleições foram suspensas. Ricardo Gluck Paul apontou erros na publicação do edital da eleição. O TJPA aceitou a ação da chapa do ex-presidente do Paysandu.

Naquele momento, Adelcio Torres ainda estava na disputa pela presidência da entidade. Mas, por conta de um impedimento no estatuto, ele precisou se retirar.

A demora para a realização das eleições rendeu um processo por parte do Ministério Público do Pará. A Federação Paraense de Futebol e a presidente interina da entidade viraram réus na ação movida pelo órgão.

No dia 1º de junho, saiu um novo edital de convocação da Assembleia Geral Eletiva. A nova data escolhida foi o dia 9 do mesmo mês. Contudo, o TJPA determinou que fosse feito um novo edital com os 127 filiados que votariam no dia 28 de dezembro de 2021, data que deveria ter acontecido as eleições.