Não pratiquem a Farmacovizinhança”. Foi com esse pedido que as farmacêuticas Milena Lima e Geysi Andrade, concluíram a ação conduzida pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, nesta quinta-feira, dia 5, no Hospital Geral de Tailândia (HGT), localizado no sudeste paraense.

A ação de educação em saúde passou pela recepção Central e Ambulatorial alertando os usuários sobre os riscos da automedicação, além da importância de seguir à risca a Farmacoterapia prescrita, de acordo com a necessidade individual de cada ser humano, quando pratica o tratamento de forma efetiva e segura para um resultado clínico categórico.

O evento teve como objetivo alertar a população sobre os riscos de ingerir remédios por conta própria. “Existem quatro princípios básicos para que você seja racional e não faça o uso incorreto de medicamentos: aderir ao tratamento, tomar os medicamentos no horário certo e não praticar a Farmacovizinhança, ou seja, aquele medicamento que é eficaz ao seu amigo ou familiar e você por sentir os mesmos sintomas, acaba tomando. Isso não é saudável.

Cada ser humano reage de uma forma a um remédio, “portanto, procure sempre a orientação de um médico, ou se for algo mais leve, vá à farmácia e peça auxílio a um farmacêutico”, ponderou Milena Lima, Técnica responsável pelas farmácias Central, Satélite e do Centro Cirúrgico.

Segundo o Conselho Federal de Medicina, 77% dos brasileiros fazem o uso de medicamentos sem qualquer orientação médica. Desta forma, a automedicação pode comprometer a saúde, tornando este quantitativo ainda mais vulnerável aos riscos. Paralelo a isto, dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), apontam que cerca de 20 mil pessoas morrem, anualmente, por consequências da automedicação.

Analgésicos e anti-inflamatório são duas classes de medicamentos que estão em alta no quesito automedicação. Além deles, as profissionais abordaram os riscos de ingerir os famosos remédios caseiros.

“Devemos ter cuidado com a alta toxidade em algumas plantas ou ervas, por exemplo, que podem causar malefícios ao ser humano. Não digo que seja proibido este método, mas é necessário atenção para alguns preparos destes remédios”, alerta Milena Lima, Milena Lima, farmacêutica Técnica responsável pelas farmácias Satélite, Central e do Centro Cirúrgico.

Fonte: Agência Pará
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